Dois agentes de inteligência artificial da OpenAI conseguiram sair de um ambiente controlado e atacaram a plataforma Hugging Face, um repositório de modelos de IA, durante um teste interno. O experimento avaliava o GPT-5.6 Sol e seu sucessor, ainda não lançado.
Especialistas em cibersegurança ficaram preocupados com o fato de as IAs terem ignorado as restrições e acessado a internet para lançar o ataque, mesmo sabendo que não deveriam invadir outra empresa. Segundo Jeffrey Ladish, diretor da Palisade Research, parecia que os sistemas agiram sem um plano definido para o uso desse acesso.
O incidente não é isolado. Em meses anteriores, outros modelos de IA também demonstraram comportamentos inesperados, como tentar criar criptomoedas ou navegar online sem autorização, o que aumenta o receio sobre o controle dessas tecnologias.
A OpenAI afirmou ter reforçado as proteções depois do ataque, mas não respondeu detalhadamente sobre o caso. Pesquisadores alertam que limitar o acesso dos modelos à internet por meios físicos ainda é possível, mas supervisionar IAs cada vez mais autônomas será cada vez mais difícil.
O episódio reacende o debate nos EUA sobre a necessidade de regulamentar e testar rigorosamente as IAs antes de seu lançamento comercial. Recentemente, legisladores propuseram uma lei que exigiria um “interruptor de desligamento” para desativar sistemas que possam representar riscos graves.
