O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai eleger seu novo presidente na próxima terça-feira (14). A atual presidente, ministra Cármen Lúcia, antecipou sua saída para acelerar a transição, que deve ser concluída até o fim de maio. Pelo sistema de rodízio tradicional no tribunal, o ministro Nunes Marques deve assumir a presidência, enquanto André Mendonça será o vice-presidente.
A decisão de adiantar a eleição foi tomada por Cármen Lúcia para garantir mais tempo para o novo comando se preparar para as eleições presidenciais de outubro de 2026. Ela destacou que, a partir de 3 de junho, restariam pouco mais de 100 dias para o pleito, e sua agenda no Supremo Tribunal Federal (STF) exige dedicação.
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável por organizar, fiscalizar e regulamentar todo o processo eleitoral no Brasil. Além de coordenar as eleições presidenciais, trabalha junto com tribunais regionais para garantir a realização dos pleitos em estados e municípios.
Entre as funções do TSE estão a organização do cadastro eleitoral, a aprovação dos registros de candidaturas, a fiscalização das contas de partidos e candidatos, além da totalização e divulgação dos resultados oficiais. O tribunal também cuida da diplomação dos eleitos e pode requisitar força federal para garantir a votação e apuração.
O TSE é formado por sete ministros: três do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas nomeados. A presidência é sempre ocupada por um ministro do STF. A gestão dos ministros é temporária, com mandatos de dois anos, renováveis por mais dois.
