Bill Gates admitiu em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos que Jeffrey Epstein tentou chantageá-lo usando informações sobre seus casos extraconjugais. O fundador da Microsoft afirmou que essas situações foram dolorosas para sua família, mas não tinham relação com sua parceria filantrópica com Epstein.

Gates declarou que não tinha conhecimento da dimensão dos crimes de Epstein quando se envolveu com ele para arrecadar fundos para sua fundação. Ele garantiu nunca ter testemunhado qualquer ato ilegal por parte do financista condenado.

O depoimento foi prestado de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes, que investiga possíveis falhas das autoridades federais na condução dos processos contra Epstein e sua associada Ghislaine Maxwell.

Documentos recentes mostram que Gates e Epstein se encontraram várias vezes após a prisão do criminoso em 2008, discutindo projetos filantrópicos. Fotos divulgadas também mostram Gates ao lado de mulheres com os rostos ocultados. Gates reconheceu que manter contato com Epstein foi um erro e assumiu responsabilidade por suas ações em reunião com a Fundação Gates.

A Fundação Bill e Melinda Gates iniciou uma revisão externa sobre o relacionamento do bilionário com Epstein, após revelações de e-mails trocados entre o financista e funcionários da instituição.

O caso Epstein continua sendo investigado pelo Congresso, que analisa a atuação das autoridades, acordos judiciais, falhas no combate ao tráfico sexual e a morte do criminoso, considerada suicídio em 2019 antes do julgamento.

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