A Receita Federal anunciou que a arrecadação do governo federal chegou a R$ 239,4 bilhões em setembro, o maior valor já registrado para este mês desde 1995. O número representa um crescimento real de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 226,6 bilhões, já corrigida pela inflação.
O aumento na arrecadação está ligado ao crescimento da economia, ajustes na tributação e ao preço elevado do petróleo, que elevou receitas com royalties e participações na extração. O governo também aplicou uma taxação extra sobre exportações, contribuindo para o resultado positivo.
Desde o início do ano, a arrecadação acumulada até setembro somou R$ 2,35 trilhões, ou R$ 2,38 trilhões corrigidos pela inflação, o que indica um avanço real de 7% sobre o mesmo período de 2025. Esse montante também é recorde para os nove primeiros meses do ano.
Nos últimos anos, o governo promoveu aumentos em diversos impostos, incluindo tributos sobre fundos exclusivos, offshores, combustíveis, folha de pagamentos, além do aumento do IOF e da tributação sobre juros sobre capital próprio. Essas medidas ajudaram a puxar a arrecadação para cima.
Para 2026, o governo estabelece uma meta fiscal de saldo positivo de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, mas a previsão real indica um possível rombo de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas, mesmo com o cálculo oficial mostrando superávit.
