A Caixa Econômica Federal acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve dos seus funcionários, que já dura 15 dias. O banco pediu a abertura de um dissídio coletivo depois que a mediação entre a empresa e os trabalhadores não conseguiu um acordo.

O principal ponto de conflito é o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. A Caixa afirmou que tentou negociar e apresentou várias propostas, mas não houve consenso. A instituição busca uma solução que dê segurança jurídica para todos os envolvidos e promete continuar o diálogo e seguir as decisões da Justiça do Trabalho.

Apesar da paralisação, os pagamentos do Bolsa Família seguem normalmente. Segundo a Caixa, os beneficiários podem acessar os recursos sem precisar ir às agências, usando os aplicativos Caixa TEM e App Caixa, ou o cartão de débito vinculado à conta. O dinheiro pode ser usado para PIX, compras, pagamento de contas e também para saques nos canais disponíveis.

O Procon-SP alerta que a greve não libera o consumidor da obrigação de pagar contas no prazo para evitar juros. Os pagamentos podem ser feitos por canais digitais, em supermercados ou lotéricas que aceitam boletos. Depósitos e saques continuam disponíveis nos caixas eletrônicos, mas a orientação é evitar ajuda de terceiros para proteger a senha e o cartão.

Especialistas apontam que, mesmo com a agência fechada, o banco deve garantir meios razoáveis para os serviços essenciais e que clientes que comprovarem tentativas frustradas de pagamento podem contestar multas e juros.

A greve começou em 10 de setembro, após a rejeição das propostas de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Enquanto os funcionários da Caixa decidiram seguir em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já fechou acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

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