A Coreia do Sul está em alerta após uma série de ataques cibernéticos atingirem pelo menos sete instituições financeiras, incluindo os bancos Shinhan, KB Kookmin e Hana. O presidente Lee Jae Myung afirmou que há indícios do uso de inteligência artificial (IA) em parte dessas invasões.

Dados pessoais de milhares de clientes foram expostos, como nomes, telefones e informações financeiras. No caso do Shinhan Bank, cerca de 25 mil clientes tiveram seus dados vazados, enquanto o Hana Bank registrou o vazamento de informações de 89 clientes. Outros bancos, como Woori e NH Nonghyup, sofreram tentativas de invasão, mas conseguiram bloquear o acesso.

Uma força-tarefa com 28 integrantes foi montada para investigar o caso, que envolve ataques vindos de 28 endereços de IP ligados a servidores em 12 países, entre eles Estados Unidos e Japão. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram a origem dos invasores, já que os IPs podem ser usados como intermediários.

Embora não tenha sido revelado qual tecnologia de IA foi usada, especialistas apontam a possível utilização de ferramentas como o Artex, que identifica vulnerabilidades em sistemas. O episódio ocorre em meio a uma crescente preocupação global com o uso de IA em crimes digitais.

O governo sul-coreano está reforçando a segurança dos bancos e convocou reuniões de emergência para desenvolver sistemas capazes de detectar e bloquear ataques feitos com IA. Também foi criada uma operação 24 horas para monitorar atividades suspeitas, e provedores de serviços de nuvem foram orientados a barrar acessos vindos de IPs suspeitos.

A primeira-ministra Han Seong-sook determinou uma revisão completa dos sistemas de proteção de dados no país, alertando que as atuais medidas podem não ser suficientes diante da evolução da tecnologia.

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