A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que a arma apreendida com um militar foi desativada pela própria equipe do ex-presidente para evitar riscos, devido ao estado de saúde mental dele.
Segundo os advogados, Bolsonaro percebeu que a pistola Glock 9mm, registrada em seu nome, não funcionava corretamente e pediu a um militar ligado à sua segurança que levasse o armamento para conserto.
A arma foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília, no último dia 15. Apesar de estar registrada e com documentação regular, o Certificado de Registro de Arma de Fogo não estava no veículo, o que motivou a apreensão pela Polícia Civil do Distrito Federal.
O militar que transportava a pistola prestou depoimento e afirmou que o armamento seria reparado e devolvido ao ex-presidente em seguida. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e não tem interesse na restituição da arma enquanto estiver nessa condição.
A Polícia Militar do DF informou que o militar foi encaminhado à delegacia após ser encontrada a segunda arma no veículo oficial que ele dirigia. A investigação sobre a posse e origem da arma segue em andamento.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) esclareceu que não é responsável pela segurança de ex-presidentes, incluindo Bolsonaro, e que os servidores que atuam nessa função são indicados pelos próprios ex-presidentes, sem vínculo operacional com o GSI.
