Pesquisa recente publicada na revista Neurology revelou que a periodontite, uma doença das gengivas, e a perda de dentes estão associadas ao encolhimento do hipocampo, região do cérebro fundamental para a memória. Essa área é uma das primeiras afetadas em casos de Alzheimer.
O estudo acompanhou idosos com média de 67 anos sem problemas de memória no início. Após quatro anos, exames mostraram que quem tinha periodontite moderada a grave ou perda dentária apresentava redução no volume do hipocampo. Embora não comprove que esses problemas causam demência, indica uma forte relação entre eles.
Segundo Satoshi Yamaguchi, professor da Universidade Tohoku, uma boca doente pode liberar agentes inflamatórios que chegam ao cérebro pela corrente sanguínea e contribuem para o desenvolvimento da demência. Por isso, cuidar da saúde bucal na terceira idade é essencial.
Em Israel, por exemplo, há um programa que oferece atendimento odontológico completo para idosos acima de 65 anos, incluindo limpeza, tratamento de canal e implantes, com objetivo de melhorar a saúde geral e prevenir doenças.
Outro estudo da Universidade de Cambridge mostrou que a redução da atividade física em idosos piora a qualidade de vida e aumenta o risco de doenças graves. Mesmo quem não alcança os 150 minutos semanais recomendados se beneficia ao evitar longos períodos sentado, ficando pelo menos em pé.
Os pesquisadores monitoraram cerca de 1.400 pessoas acima de 60 anos por seis anos. Eles perceberam que a diminuição diária de exercícios em 24 minutos está ligada a uma queda na qualidade de vida, elevando o risco de hospitalização e morte precoce.
