Em São Francisco, os preços dos imóveis dispararam com a chegada de profissionais de inteligência artificial (IA). Casas e apartamentos, antes mais acessíveis, agora são vendidos por valores recordes, principalmente em bairros como Duboce Triangle.

Um exemplo é um apartamento de três quartos na parte superior de uma casa eduardiana que chegou a ser cotado em quase US$ 3 milhões. O vendedor aceitou até ações das gigantes de IA OpenAI e Anthropic como forma de pagamento, mostrando o impacto do dinheiro gerado por esse setor no mercado imobiliário local.

Dados da empresa Redfin mostram que o preço médio das casas em São Francisco subiu para US$ 1,76 milhão em maio de 2026, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Isso coloca a cidade como a mais cara para comprar imóveis nos Estados Unidos, superando São Jose, no Vale do Silício.

O crescimento dos preços é atribuído aos altos salários, bônus e opções de ações dos funcionários das empresas de IA. Em outubro passado, funcionários da OpenAI venderam ações que totalizaram US$ 6,6 bilhões, enquanto na Anthropic o valor chegou a US$ 6 bilhões. Com a expectativa de abertura de capital das duas empresas, o mercado imobiliário deve continuar aquecido.

Essa valorização, porém, está expulsando famílias que não têm ligação com o setor de tecnologia. Enquanto alguns conseguem comprar imóveis graças às fortunas feitas em ações de IA, outros são forçados a se mudar para regiões mais afastadas da Baía de São Francisco, enfrentando deslocamentos longos e mudanças no estilo de vida.

Corretores locais relatam que as vendas acontecem em ritmo acelerado, com diversas disputas que elevam os preços muito além do valor inicial pedido. A oferta de imóveis é limitada, o que agrava ainda mais a situação para quem busca moradia na cidade.

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