Laura Mauldin, professora de sociologia da Universidade de Connecticut, estuda o cotidiano das pessoas com deficiência e dos cuidadores que as atendem. Para ela, a falta de reconhecimento desses cuidadores está ligada ao preconceito contra quem recebe os cuidados.
Antes da pandemia, Mauldin planejava visitar residências para registrar as adaptações feitas para facilitar a vida de portadores de limitações, incluindo doenças crônicas. Com a quarentena, ela mudou a abordagem e passou a coletar fotos e relatos por vídeo, identificando soluções simples e criativas, como etiquetas em armários para pessoas com demência e carrinhos acoplados a cadeiras de rodas.
Essas descobertas foram reunidas no site Disability at Home, que mostra as modificações em diferentes cômodos, principalmente nos banheiros, onde há mais ajustes para acessibilidade.
Nos EUA, cerca de 24% das pessoas entre 45 e 64 anos atuam como cuidadores informais, muitos sem apoio financeiro ou recursos adequados. Além disso, apenas 5% das casas são adaptadas para quem tem mobilidade reduzida.
Com experiência pessoal na área, Mauldin cuidou da namorada que enfrentou complicações graves após um transplante de medula. Em 2025, ela lançará o livro “Care Nation”, que abordará a falta de suporte a pessoas com deficiência e seus cuidadores, reforçando sua tese de que a desvalorização desses profissionais está ligada à falta de empatia pela população cuidada.
