Na próxima semana, o governo vai liberar mais de R$ 16 bilhões do FGTS para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Parte desse valor, cerca de R$ 8,4 bilhões, será depositada direto na conta corrente ou poderá ser sacada nas agências da Caixa.
Além disso, até R$ 8,2 bilhões poderão ser usados para abater dívidas pelo programa Desenrola 2.0, que oferece condições especiais para renegociação de débitos. O trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar dívidas bancárias.
Os valores do chamado saque complementar serão retirados da conta vinculada do FGTS até segunda-feira (25) e depositados na terça-feira (26). Cerca de 84% dos beneficiados já têm conta cadastrada no aplicativo do FGTS e não precisam fazer nada para receber o crédito. Quem não tiver conta deve procurar uma agência da Caixa para sacar o dinheiro.
No Desenrola 2.0, o trabalhador poderá autorizar o banco credor a buscar o valor disponível para negociação e obter descontos que variam de 30% a 90% na dívida, com juros máximos de 1,99% ao mês. O programa é voltado para quem ganha até cinco salários mínimos e permite negociar dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies.
Essa é a segunda liberação de recursos para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido sem justa causa. O saldo integral do FGTS permanece bloqueado para saque imediato, mas a multa rescisória de 40% já pode ser retirada. O governo garante que a medida não afetará os recursos destinados a habitação e infraestrutura.
