O Senado da França analisa um projeto que proíbe o uso de redes sociais para menores de 15 anos. A proposta faz parte de um movimento global para conter os riscos das plataformas digitais para crianças e adolescentes.

O presidente Emmanuel Macron quer que a lei entre em vigor já no começo do próximo ano letivo, em setembro. Caso seja aprovada, a França vai seguir o caminho da Austrália, que em dezembro proibiu o acesso de menores de 16 anos a aplicativos como TikTok, Facebook e YouTube.

A deputada Laure Miller, autora do projeto, afirma que a ideia é forçar as redes a adotarem sistemas confiáveis de verificação de idade, protegendo também os dados pessoais dos usuários jovens. Ela destaca que o uso precoce de smartphones pode afetar o desenvolvimento pessoal e cognitivo das crianças.

Embora a Câmara dos Deputados tenha aprovado a proibição total, senadores querem limitar as restrições apenas a plataformas consideradas prejudiciais para crianças. Outras redes poderiam ser acessadas com autorização dos pais. A definição dessas plataformas ficaria a cargo do governo.

O projeto enfrenta resistência e pode gerar impasse entre as duas casas do Parlamento. Enquanto isso, jovens como o estudante Louis Szponik, de 15 anos, criticam a medida, apontando que as redes sociais também têm papel positivo na comunicação e convivência entre os jovens.

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