Um estudo da Drexel University, nos Estados Unidos, mostrou que o GPT-3, modelo de inteligência artificial, consegue detectar sinais iniciais de Alzheimer com 80% de precisão apenas analisando o jeito como a pessoa fala. A tecnologia identifica hesitações, erros e esquecimentos no discurso, que são comuns no começo da doença.
O Alzheimer é difícil de diagnosticar no início, exigindo exames físicos e neurológicos detalhados. Mesmo sem cura, identificar a doença logo permite oferecer tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O GPT-3 utiliza um sistema chamado deep learning para processar grandes volumes de dados sobre a linguagem humana em tempo real. Isso faz com que a interação com o computador pareça uma conversa natural, facilitando a análise do discurso.
Para testar a capacidade do GPT-3, os pesquisadores usaram transcrições de falas de pacientes com Alzheimer fornecidas pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. O desempenho da IA foi comparado ao do Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), exame tradicional para identificar demências, e superou o teste em 20%.
Segundo o líder da pesquisa, Felix Agbavor, o GPT-3 pode reconhecer mudanças sutis no jeito de falar que indicam o início da demência. O objetivo agora é treinar o sistema com mais conversas, inclusive de pacientes diagnosticados, para aumentar a precisão e ajudar no diagnóstico precoce.
