A eleição presidencial no Brasil, marcada para este domingo (4), está no foco da imprensa internacional. Veículos dos Estados Unidos e da Europa destacam a disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro, além da possível interferência do presidente americano Donald Trump.
Trump afirmou recentemente que acompanha as eleições brasileiras de perto, sem citar candidatos, e ressaltou a importância do pleito para o Brasil e para o mundo. Essa atenção do presidente dos EUA tem levantado debates sobre o impacto de sua influência na política brasileira.
O jornal The New York Times apontou que, embora Trump não tenha declarado apoio aberto, o governo americano tem favorecido Flávio Bolsonaro de forma discreta. O Brasil, por sua vez, busca proteger a eleição contra interferências estrangeiras, monitorando desinformação e atividades de lobby.
Na Europa, o The Guardian alerta que a eleição é decisiva para o futuro do país e para a democracia local. O jornal associa uma possível vitória de Flávio Bolsonaro ao fortalecimento da influência americana na América Latina, com riscos para direitos de minorias e meio ambiente.
A revista The Economist destaca o potencial do Brasil, mas critica a estagnação econômica e a falta de reformas. Para ela, nenhum dos dois principais candidatos parece capaz de resolver problemas como corrupção e gastos públicos elevados.
Já o francês Libération observa que a campanha está marcada por polêmicas e rejeição, com Lula e Flávio praticamente empatados. O jornal chama Trump de “elefante na sala”, indicando sua presença constante no cenário eleitoral.
O espanhol El País vê a eleição como um teste para a democracia brasileira, especialmente após o ataque ao Congresso em janeiro. O jornal aponta que o resultado terá impacto além do Brasil, influenciando o equilíbrio político na América Latina.
