O presidente eleito em 2026 enfrentará uma economia em desaceleração, mesmo com desemprego em níveis baixos e saldo positivo na balança comercial. O principal desafio será o alto custo do crédito, com a taxa básica de juros ainda elevada para conter a inflação.

Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, um dos maiores patamares reais do mundo, o que dificulta o crescimento econômico e aumenta o endividamento das famílias. Para reduzir os juros, especialistas apontam a necessidade urgente de reequilibrar as contas públicas e garantir superávits fiscais consistentes.

Especialistas destacam que, além do ajuste fiscal, será fundamental criar um ambiente político estável, com uma base aliada no Congresso para aprovar reformas e medidas que aumentem a confiança dos investidores e agentes econômicos.

A baixa produtividade da economia brasileira também preocupa. Sem avanços nesse campo, o aumento real da renda fica comprometido, e o crescimento sustentável se torna difícil. Reformas estruturais e maior abertura comercial são apontadas como caminhos para ampliar investimentos e modernizar a economia.

No cenário internacional, as tensões globais e barreiras comerciais impõem desafios para as exportações brasileiras. A flexibilização do Mercosul e a redução de tarifas são vistas como estratégias para ampliar o comércio exterior e fortalecer a indústria nacional.

Para superar esses obstáculos, será preciso um programa gradual de ajuste fiscal, aprovado rapidamente pelo Congresso, que permita reduzir juros, controlar a inflação e preparar o país para um crescimento mais robusto e sustentável nos próximos anos.

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