Cinco editoras e o escritor Scott Turow entraram com um processo contra a Meta e seu CEO, Mark Zuckerberg, acusando a empresa de usar milhões de livros e artigos protegidos por direitos autorais para treinar seu sistema de inteligência artificial, o Llama, sem autorização.
A ação foi registrada em um tribunal federal em Manhattan e marca uma nova disputa entre o setor editorial e empresas de tecnologia que desenvolvem IA. Os autores afirmam que Zuckerberg e a Meta agiram sem permissão e sem pagar pelos conteúdos usados.
O processo destaca que Zuckerberg teria autorizado pessoalmente a prática, seguindo a filosofia de “agir rápido e quebrar coisas” para alimentar o sistema com grande volume de obras protegidas.
Entre as editoras que movem o processo estão nomes como Elsevier, Hachette Book Group e Macmillan, que publicam autores premiados como Donna Tartt e vencedores do Pulitzer de 2026. Eles alegam que a Meta reproduziu e distribuiu essas obras sem qualquer compensação.
A Meta respondeu dizendo que vai se defender vigorosamente e destacou que o uso de material protegido para treinar IA pode ser considerado uso justo, conforme reconhecido por tribunais. A empresa já havia encerrado uma ação coletiva semelhante movida por escritores em 2025, com decisão final prevista para a próxima semana.
