O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quarta-feira (24) que, se estivesse no lugar do presidente Lula, substituiria Jaques Wagner como líder do governo no Senado. A fala ocorre uma semana depois de uma operação da Polícia Federal que teve Wagner como alvo, com a apreensão de US$ 49 mil em dinheiro em Brasília ligados ao senador.

Marinho ressaltou que a decisão cabe a Lula e afirmou respeitar Wagner como liderança, mencionando ainda que o ex-prefeito Fernando Haddad garantiu que o senador não agiu em favor da empresa Master, alvo das investigações.

Em Brasília, cresce a expectativa por uma reunião entre Lula e Jaques Wagner para definir se o senador continuará na liderança do governo. A pressão interna no Planalto é para o afastamento de Wagner do cargo.

O senador nega ter cometido irregularidades e afirma que a permanência depende do presidente. Ele também informou que não pretende deixar o posto. Na última segunda-feira (22), a defesa de Wagner entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para anular a busca e apreensão em sua residência.

O caso Master, que envolve o senador, ganhou repercussão internacional após a nova fase das investigações da Polícia Federal.

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