O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência das joias sauditas apreendidas na investigação sobre o desvio de bens do acervo presidencial durante o governo Bolsonaro. As peças serão enviadas da Caixa Econômica Federal, em Brasília, para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
A Receita Federal solicitou a mudança para dar continuidade ao procedimento fiscal de perdimento das joias, que inclui relógios Rolex, colares com pedras e abotoadoras. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou o pedido, destacando que não há mais interesse criminal na custódia atual dos bens.
Em março, a PGR já havia pedido o arquivamento do inquérito relacionado às joias, após a Polícia Federal concluir o relatório final da investigação. O processo apurou a participação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, do advogado Frederick Wassef e do ex-auxiliar Osmar Crivelatti.
O sigilo do caso foi retirado em julho de 2024, quando Bolsonaro e outras 11 pessoas foram indiciadas. Com a decisão de Moraes, a Receita Federal e a Polícia Federal em São Paulo serão notificadas para organizar a transferência dos bens.
