Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sobreviveu a uma execução por injeção letal que não teve sucesso. Após receber duas doses de pentobarbital, a mulher de 50 anos foi levada ao hospital para tratamento médico, conforme informaram seus advogados.
Essa foi a segunda tentativa fracassada de execução no Tennessee em 2026. Em maio, Tony Carruthers também não pôde ser executado após funcionários não conseguirem localizar uma veia para aplicar a droga letal.
Desde a retomada da pena de morte nos EUA em 1976, mais de 1.600 pessoas foram executadas, mas apenas 18 mulheres, incluindo Pike. A injeção letal é o método mais usado, representando quase 90% das execuções, mas enfrenta desafios crescentes devido à dificuldade em obter as drogas necessárias.
O pentobarbital, usado atualmente em dose única para execuções, teve sua produção limitada por fabricantes e restrições internacionais. Isso levou alguns Estados a buscar fornecedores menos regulados e a experimentar novos protocolos, o que já causou execuções prolongadas e sinais de sofrimento nos presos.
Além disso, o Departamento de Justiça dos EUA recomendou ampliar os métodos de execução para incluir fuzilamento, eletrocução e gás, como resposta às dificuldades com a injeção letal. Alguns Estados já retomaram ou adotaram essas alternativas.
Enquanto isso, o apoio popular à pena de morte está no menor nível em 50 anos, com pesquisas mostrando que quase metade dos americanos se opõe à prática. Críticos apontam que as falhas nas execuções levantam dúvidas sobre a humanidade do método e questionam a transparência no uso das drogas.
