O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou a suspensão imediata do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O canal, que tem mais de 3 milhões de inscritos, é usado para divulgar conteúdos e orientações a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nunes Marques justificou a decisão afirmando que o canal usa uma estrutura de transmissão em massa para espalhar informações falsas que o próprio TSE já reconheceu como inverídicas. A Meta, empresa dona do WhatsApp, foi notificada para retirar o canal do ar em até três horas, sob risco de multa.

A suspensão impede o envio de novas mensagens e a entrada de novos participantes até a homologação oficial do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputam a presidência.

No entanto, a decisão do ministro foi suspensa na tarde do mesmo dia pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que ordenou a reativação do canal. A questão ainda será analisada pelo plenário do TSE.

A campanha de Flávio Bolsonaro argumentou que o canal cresceu rapidamente, de 55 mil para mais de 3 milhões de seguidores em poucos dias, e que várias das informações divulgadas já foram consideradas falsas pelo tribunal. O pedido inicial foi apresentado à Corregedoria do TSE, mas acabou atendido diretamente pelo presidente da corte, o que gerou críticas internas.

Para Nunes Marques, a mobilização política nas redes sociais é permitida, mas não pode ser usada para disseminar informações falsas de forma coordenada, especialmente com o objetivo de prejudicar candidatos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *