Nossa idade cronológica não revela o verdadeiro envelhecimento dos órgãos. Estudos recentes indicam que diferentes partes do corpo envelhecem em ritmos variados. Por exemplo, os ovários já apresentam sinais avançados de envelhecimento por volta dos 30 anos.

Cientistas criaram relógios biológicos que medem o desgaste celular e mostram que o envelhecimento é desigual no organismo. O neurocientista Andrew Zalesky apontou que o declínio de um sistema, como o pulmonar, pode acelerar o desgaste do coração e, consequentemente, de outros órgãos, incluindo o cérebro.

Essa conexão entre órgãos sugere que o envelhecimento de um pode causar um efeito dominó no corpo todo. A cada ano que o coração envelhece biologicamente, o cérebro sofre um impacto equivalente a 27 dias extras.

Pesquisadores também têm usado a mosca-da-fruta para entender o envelhecimento celular, já que 75% dos genes ligados a doenças humanas têm correspondentes nesse inseto. Um estudo mapeou o envelhecimento de 163 tipos de células da mosca, revelando que células do cérebro envelhecem mais devagar, enquanto as dos músculos e fígado se deterioram mais rápido.

O objetivo futuro é identificar e proteger os órgãos que envelhecem mais rápido para evitar que o desgaste prejudique o corpo inteiro. A ciência avança para entender melhor esse processo e buscar formas de retardar o envelhecimento desigual dos órgãos.

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