Pacientes em tratamento contra o câncer correm risco de sofrer efeitos graves no coração devido à quimioterapia e outras terapias. Medicamentos usados para atacar células tumorais podem danificar o músculo cardíaco e levar à insuficiência cardíaca.
A doxorrubicina, um quimioterápico comum, está entre os que acumulam toxicidade no coração ao longo das sessões. Problemas podem surgir até sem sintomas, sendo detectados apenas em exames específicos. O Ecodopplercardiograma com Strain é um dos principais métodos para identificar esses danos precocemente.
Além da quimioterapia, tratamentos com imunoterapia também trazem riscos, principalmente nos primeiros 100 dias, com sintomas como cansaço e dores musculares. Por isso, especialistas alertam que a parceria entre oncologista e cardiologista deve começar no diagnóstico do câncer.
Essa colaboração permite avaliar a necessidade de usar medicamentos que protejam o coração, como beta-bloqueadores, evitando emergências. Caso ocorram, o paciente oncológico deve receber atendimento prioritário, pois a cardiotoxicidade pode se manifestar com falta de ar, arritmias e outras complicações sérias.
Outras emergências em pacientes com câncer incluem a síndrome da lise tumoral, que provoca alterações perigosas nos níveis de eletrólitos e pode causar arritmias e falência renal. Também há riscos de problemas endocrinológicos ligados à imunoterapia, afetando órgãos como tireoide e pâncreas.
Ficar atento a qualquer sinal de alerta é essencial para garantir a segurança dos pacientes durante o tratamento oncológico.
