Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) chegaram ao segundo turno com os maiores índices de rejeição entre os candidatos. A força do voto “do contra” — antipetismo e antibolsonarismo — foi decisiva para que ambos avançassem, mesmo com rejeições altas.

A primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno mostra Flávio liderando com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. Na soma dos votos totais, são 49% para Flávio e 45% para Lula, apontando uma disputa apertada.

Enquanto a campanha de Lula trabalha para consolidar a vantagem conquistada no primeiro turno, a equipe de Flávio Bolsonaro tenta aumentar a rejeição ao adversário para tentar uma virada.

Essa dinâmica foi tema do podcast “O Assunto”, apresentado por Natuza Nery, que entrevistou o cientista político Carlos Melo. Ele explicou como os movimentos antipetista e antibolsonarista se fortaleceram e como cada lado tenta diminuir sua rejeição enquanto eleva a do rival.

No meio da campanha, Lula realocou petistas do Nordeste para o comando da sua estratégia, buscando superar desafios internos e ampliar sua base. Já Flávio Bolsonaro aposta na rejeição ao PT para crescer entre os eleitores indecisos.

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