Os sintomas da menopausa, como ondas de calor, suores noturnos e problemas de sono, podem começar até dez anos antes do fim dos ciclos menstruais e durar mais de uma década, prejudicando a qualidade de vida. Uma nova análise publicada na revista “Canadian Medical Association Journal” recomenda a reposição hormonal para mulheres que não apresentam fatores de risco graves.
A médica Iliana Lega, da Universidade de Toronto e coautora do estudo, destaca que o medo dos efeitos colaterais e a falta de informação afastaram muitas mulheres do tratamento, mesmo com os impactos físicos e emocionais da perimenopausa e pós-menopausa.
O estudo Women’s Health Initiative, que gerou dúvidas sobre a reposição hormonal há 21 anos, foi reavaliado e suas falhas apontadas. Esse cenário fez com que muitos médicos deixassem de indicar o tratamento, apesar dos benefícios comprovados atualmente.
Entre os ganhos da reposição estão a redução de até 90% nas ondas de calor, melhora no perfil de colesterol, possível diminuição do risco de diabetes tipo 2 e menor chance de fraturas ósseas. Além disso, há indícios de que o tratamento precoce, antes dos 60 anos, pode reduzir o risco de doenças cardíacas.
Quanto aos riscos, o aumento de câncer de mama é baixo para mulheres entre 50 e 59 anos que começam a reposição até dez anos após a menopausa. Já o risco de derrame aumenta em mulheres que iniciam o tratamento tardiamente, após os 60 anos. Para quem tem histórico de câncer ou outras condições, existem opções não hormonais para aliviar os sintomas.
