Um restaurante em Staten Island, Nova York, tem um diferencial que chama atenção: 27 avós de diversas origens se revezam na cozinha para preparar pratos típicos de seus países. O local, que atende apenas de sexta a domingo e recebe até 30 pessoas, aposta no sabor caseiro e na tradição das “nonnas” para atrair o público.
A ideia nasceu em 2007, quando Jody Scaravella abriu a Enoteca Maria para homenagear a mãe, a avó e a irmã, todas falecidas. Inicialmente, só avós italianas participavam, mas em 2015 o projeto foi ampliado e passou a incluir mulheres de outras nacionalidades, como Argentina, Síria, Peru e Brasil.
Maria Gialanella, de 88 anos, está na cozinha da casa há 10 anos e é um dos destaques. Outra “nonna” brasileira, Lucia de Fátima, que mora nos EUA há mais de duas décadas, prepara pratos como rabada e camarão na moranga, bastante elogiados pelos clientes. O restaurante também oferece aulas para quem quer aprender os segredos dessas cozinheiras.
Além do aspecto gastronômico, o projeto dá um novo propósito para as avós, muitas delas viúvas e com filhos longe. O reconhecimento pelo trabalho e a oportunidade de compartilhar suas culturas são pontos importantes para as participantes.
No Brasil, a chef Roberta Sudbrack tem incentivado a contratação de pessoas mais velhas em seu novo bar em Botafogo, no Rio de Janeiro, valorizando a experiência e a energia das gerações mais maduras. Ela destaca que trabalhar com equipes intergeracionais torna o ambiente mais humano e afetivo.
