Quem se aposentou há pouco tempo pelo Estado do Maranhão costuma levar um susto com o primeiro contracheque de aposentado. Ele não é igual ao da ativa: algumas linhas desaparecem, outras mudam de valor e até quem paga é outro.
A primeira mudança é a fonte pagadora. O aposentado sai da folha do órgão onde trabalhava e passa a receber do FEPA, o fundo de aposentadorias do Estado, administrado pelo IPREV. É com o IPREV que ficam, daqui para frente, a prova de vida anual, o informe de rendimentos e as dúvidas sobre o pagamento.
A segunda: o que era ligado ao trabalho do dia a dia, em regra, sai. O auxílio-alimentação não é pago a aposentado (é o que diz a Súmula Vinculante 55 do STF), e o mesmo costuma acontecer com horas extras, adicional noturno e gratificações de atividade que não foram levadas para a aposentadoria. Quem recebia abono de permanência também deixa de receber, porque ele só existe para quem continua trabalhando.
A terceira mudança é boa notícia: o desconto da previdência diminui. Na ativa, ele incidia sobre todo o salário. Aposentado só contribui sobre a parte do benefício que passa do teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026). Para quem recebe menos que isso, o desconto previdenciário deixa de existir.
O Imposto de Renda continua sendo retido na fonte, mas com regras que ajudam o aposentado: desde 2026, quem recebe até R$ 5 mil por mês ficou isento; a partir dos 65 anos há uma parcela extra isenta; e quem tem doença grave prevista em lei pode pedir isenção total, com laudo médico oficial.
A dica é simples: guarde o último contracheque da ativa e compare com os primeiros de aposentado, linha por linha. Se alguma diferença não fizer sentido, procure o IPREV. Atendimento do IPREV: (98) 3042-1404. O instituto informa que não pede senhas nem dados bancários por telefone ou mensagem.
