O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a primeira vez desde 1894 que o Senado barra uma escolha do presidente da República para a Suprema Corte.
Em nota oficial, o presidente do STF, Edson Fachin, declarou respeito à prerrogativa constitucional do Senado de analisar e decidir sobre as nomeações. Fachin também ressaltou o respeito à trajetória pessoal e institucional de todos os envolvidos no processo.
O ministro destacou que a vida política do país se fortalece quando as divergências são tratadas com urbanidade e responsabilidade pública, mostrando a importância do diálogo e do equilíbrio institucional.
Fachin afirmou que o STF aguarda com serenidade as próximas etapas constitucionais para preencher a vaga aberta na Corte, mantendo o compromisso com a estabilidade e a legalidade.
A rejeição de Messias marca um momento histórico e reforça o papel do Senado no processo de nomeação dos ministros do STF, evidenciando a força dos mecanismos de controle e equilíbrio entre os poderes.
