No Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, dados mostram que a população negra enfrenta mais dificuldades na velhice. Em São Paulo, idosos negros têm menor renda, escolaridade e pior acesso a serviços de saúde comparados aos brancos.
Pesquisa de 2021 revelou que quase metade dos idosos pretos e pardos avaliam sua saúde como ruim ou muito ruim, índice bem maior que o dos brancos. Nos Estados Unidos, levantamento da Associated Press mostrou que afrodescendentes têm piores indicadores de saúde, incluindo alta mortalidade materna e infantil e maior incidência de doenças como Alzheimer e hipertensão.
Nos EUA, 14,8% dos bebês negros nasceram prematuros em 2021, e 75% dos afro-americanos têm risco elevado de hipertensão a partir dos 55 anos. O impacto do racismo estrutural é claro, com jovens negros sofrendo mais traumas e depressão.
Um estudo da Tulane University apontou que negros americanos têm 59% mais chance de morrer prematuramente que brancos, principalmente por desigualdades em renda, emprego, acesso à saúde e educação. Quando esses fatores são eliminados, a diferença desaparece.
Especialistas afirmam que combater essas desigualdades é essencial para reduzir a violência e o descaso que comprometem a qualidade de vida dos idosos negros. A falta de cuidado adequada é uma forma grave de violência que aumenta os riscos de morte precoce.
