O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chorou durante a reunião do Conselho de Ética da Câmara, que aprovou um relatório sugerindo sua suspensão por dois meses. A punição também atinge os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) pela ocupação da Mesa Diretora do plenário em agosto de 2025.
Ao iniciar a sessão, Zé Trovão afirmou que aquele era o pior dia de sua vida e que nem a prisão foi tão difícil para ele. Ele citou seus assessores e disse preferir voltar para a cadeia para proteger quem depende do trabalho deles.
O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União-CE), destacou que o ato dos parlamentares não pode ser interpretado como um protesto político legítimo, classificando a ocupação como conduta incompatível com o decoro parlamentar.
Os deputados podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se o recurso for negado, a decisão final ficará por conta do plenário da Câmara.
A ocupação da Mesa ocorreu após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sua prisão domiciliar decretada. Na ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi impedido de assumir a cadeira que preside a Casa.
Em defesa, Zé Trovão alegou que o objetivo era pressionar pela anistia dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro e negou qualquer intenção de incitar violência. Os outros deputados também afirmaram que agiram de forma pacífica e dentro do direito de reunião.
