Zezé Gonzaga, nascida Maria José Pinto Gonzaga em 1926, completaria 100 anos em setembro de 2026. Reconhecida pela afinação, emissão e controle da respiração, ela foi uma das grandes vozes da era do rádio, embora nunca tenha alcançado o estrelato popular.
Iniciou a carreira em 1939 na cidade mineira de Além Paraíba, onde cresceu. Em 1949, entrou para o elenco da Rádio Nacional, onde ganhou a admiração do maestro Radamés Gnattali e de outros nomes importantes da música brasileira.
Ao longo da carreira, Zezé gravou sucessos como “Canção de Dalila” (1951) e o baião “É sempre o papai” (1953), além de jingles que marcaram a época. Apesar da qualidade técnica e do timbre único, suas músicas não atravessaram gerações como as de outras estrelas do rádio.
Nos anos 1960, sua carreira perdeu força e ela deixou o canto profissional em 1971. O retorno aconteceu em 1979, com o álbum “Valzinho – Um doce veneno”, produzido pelo fã Hermínio Bello de Carvalho. Em 2002, lançou outro álbum, “Sou apenas uma senhora que ainda canta”, reforçando seu talento para públicos mais específicos.
Zezé Gonzaga faleceu em 2008, mas seu legado permanece entre apreciadores da música brasileira, especialmente pela técnica vocal exemplar e pela emoção nas interpretações.
