A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrenta uma nova ação judicial em Massachusetts. A procuradora-geral do estado acusa a empresa de criar recursos nas redes sociais que viciam jovens de forma intencional.

O processo aponta que ferramentas do Instagram, como notificações automáticas, curtidas e rolagem infinita, foram desenhadas para explorar a vulnerabilidade psicológica dos adolescentes, especialmente o medo de ficar de fora das interações sociais.

Dados internos da Meta indicariam que a plataforma causa dependência e danos à saúde mental das crianças. A empresa nega as acusações e afirma que mantém medidas para proteger os usuários mais jovens.

Essa ação é uma das várias movidas contra a Meta nos EUA. Recentemente, um júri em Los Angeles condenou a Meta e o Google por negligência ao criar redes sociais prejudiciais a jovens, com indenização de US$ 6 milhões a uma mulher que se tornou dependente ainda criança.

Além disso, a Meta foi multada em US$ 375 milhões em outro processo no Novo México, acusado de enganar usuários sobre a segurança das plataformas e permitir exploração sexual infantil. Outros 34 estados também têm processos semelhantes contra a empresa.

A Meta tentou barrar o processo em Massachusetts alegando proteção da lei federal que isenta plataformas por conteúdos postados por usuários, mas um juiz rejeitou esse argumento, afirmando que a ação trata da conduta comercial da empresa, não do conteúdo dos usuários.

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