O PL deve oficializar na próxima quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho (RN) para presidir o Senado a partir de fevereiro de 2027. O partido terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores eleitos em outubro.

Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado, busca a reeleição e tenta ampliar seu apoio entre senadores de oposição, incluindo PL, PP e Republicanos. Para vencer, precisa de ao menos 41 dos 80 votos.

Alcolumbre tem articulado a possibilidade de pautar um projeto para anistiar os condenados pelo ataque ao Congresso em 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia é conquistar aliados na oposição e frear pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Apesar dessas tentativas, a maioria do PL rejeita um acordo com Alcolumbre e aposta na candidatura própria de Marinho, que confirmou sua intenção de disputar o cargo. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) destacou que Marinho é hoje o nome mais forte do partido para a disputa.

Além de Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também quer concorrer à presidência do Senado. Ela mantém a intenção de ser a primeira mulher a ocupar o posto, mesmo com o anúncio do PL.

Nos bastidores, há desconfiança sobre a candidatura de Marinho após a polêmica carta de Flávio Bolsonaro, que teria enfraquecido o apoio a ele dentro da oposição. Apesar disso, interlocutores de Alcolumbre avaliam que ele já tem os votos necessários para se reeleger e que Marinho será seu principal adversário em 2027.

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