Com a campanha presidencial se aproximando, os principais pré-candidatos já definem suas estratégias para atrair votos e ampliar a popularidade.
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) focam em diminuir a rejeição, explorando o antipetismo e o antibolsonarismo, respectivamente. Já os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) buscam aumentar seu reconhecimento nacional.
Lula aposta em medidas para aliviar o endividamento dos brasileiros, como um novo programa para pagamento de dívidas e a possível liberação do FGTS para esse fim. Além disso, o governo tenta relacionar a alta dos combustíveis à guerra no Oriente Médio e à influência dos Estados Unidos, destacando a ligação da família Bolsonaro com o ex-presidente Donald Trump.
Flávio Bolsonaro trabalha para conquistar o eleitorado feminino, cogitando uma mulher como vice em sua chapa e defendendo o endurecimento de penas para crimes contra mulheres. Também busca apoio do mercado com propostas econômicas liberais e protocolou uma PEC que impede a reeleição presidencial, sinalizando abertura para alianças futuras.
Caiado quer se posicionar como uma alternativa à polarização política, combinando pautas de direita e preocupações sociais, e aposta no apoio do agronegócio e na experiência como governador para ampliar sua base fora de Goiás.
Já Zema foca em pautas anticorrupção, críticas ao Supremo Tribunal Federal e defesa da privatização e corte de ministérios. Sua campanha mira principalmente os estados do Sul e Sudeste, onde há maior identificação com seu perfil liberal.
