A Noruega se destaca no mundo por sua energia limpa: quase toda eletricidade consumida vem de fontes renováveis, e 90% dos carros vendidos em 2024 são elétricos. Apesar disso, o país é um dos maiores exportadores de petróleo e gás do planeta, gerando bilhões em receita.
Esse contraste, conhecido como “paradoxo norueguês”, divide opiniões locais. Ambientalistas pedem redução na exploração de combustíveis fósseis, enquanto o setor defende sua importância econômica e os milhares de empregos gerados.
Com a guerra no Oriente Médio e o aumento dos preços do petróleo, a Noruega viu seus lucros dispararem, recebendo US$ 5 bilhões extras desde o início do conflito. O país é responsável por cerca de 30% do gás e 15% do petróleo consumidos na Europa, para onde destina 90% de suas exportações.
O governo segue aprovando novas licenças para exploração, com o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre prometendo ampliar a produção para garantir o fornecimento europeu. Ao mesmo tempo, a Noruega mantém um dos sistemas mais avançados do mundo em energia limpa, com impostos ao carbono e metas para reduzir emissões.
Apesar da contradição entre ser um gigante na venda de combustíveis fósseis e um exemplo em energia sustentável, o país aposta que o petróleo continuará sendo essencial para a economia e a segurança energética global, mesmo com o avanço da transição verde.
