O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o veto da União Europeia (UE) à importação de carne brasileira deve ser resolvido em breve. Ele defendeu o padrão sanitário do Brasil e garantiu que o país segue normas rígidas no controle de antimicrobianos na pecuária.

Alckmin falou durante o 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo, em Brasília. Ele lembrou que o acordo entre Mercosul e UE, que envolve um mercado de US$ 22 trilhões, é o maior entre blocos econômicos e está em vigor desde 1º de maio, com salvaguardas para ambos os lados.

A decisão da UE, anunciada na terça-feira (12), excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e produtos de origem animal para o bloco a partir de 3 de setembro. O motivo é a falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na criação animal, segundo as autoridades europeias.

O governo brasileiro recebeu a notícia com surpresa e informou que vai buscar negociações diplomáticas para reverter o veto. O Brasil afirma que já possui normas públicas que proíbem o uso das substâncias questionadas pela UE.

Além da carne bovina, o veto afeta outros produtos como carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a maior preocupação está na carne bovina, que é um dos principais itens de exportação com alto valor agregado.

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