Os Estados Unidos e a China estão perto de fechar um acordo para reduzir tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada lado. A proposta faz parte de um novo mecanismo comercial que busca facilitar o comércio entre os dois países sem afetar setores sensíveis à segurança nacional.

O chamado “Conselho de Comércio” deve ser tema central na cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o chinês Xi Jinping, marcada para esta semana em Pequim. A negociação marca uma mudança na postura dos EUA, que não exigem mais que a China altere seu modelo econômico baseado no Estado.

Em vez disso, o foco está em estabelecer metas numéricas para reduzir tarifas em setores não estratégicos, mantendo controles sobre tecnologias consideradas sensíveis. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, comparou o acordo a um “adaptador” para conectar os diferentes sistemas econômicos dos países.

Reuniões preparatórias entre autoridades dos dois países, como o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, ocorreram recentemente para definir os detalhes do acordo. Apesar disso, ainda não há lista específica de produtos que terão as tarifas reduzidas, e isso pode ser definido em encontros futuros.

O comércio entre EUA e China caiu 29% de 2024 para 2025, com o déficit comercial americano no menor patamar em duas décadas. A expectativa é que a redução das tarifas ajude a reverter esse cenário, especialmente em setores como energia e agricultura, onde os EUA buscam aumentar suas exportações para a China.

Atualmente, a China mantém tarifas extras de 10% sobre importações americanas, além de taxas específicas que chegam a 55% em produtos como carne bovina. Os EUA, por sua vez, mantêm tarifas em produtos chineses desde 2019, incluindo eletrônicos e vestuário. O novo acordo pode começar a aliviar essas barreiras comerciais.

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