Antes de enviar pessoas para Marte, cientistas e empresas como a Nasa e SpaceX realizam testes em simuladores que reproduzem as condições do planeta vermelho. Esses experimentos são essenciais para preparar futuros astronautas e turistas espaciais.
Uma das pioneiras nesse tipo de simulação é Sian Proctor, que participou de várias missões análogas, incluindo três em Marte e uma na Lua. Ela destaca que essas experiências ajudam a entender como gerir recursos limitados, como água, comida e energia, além de lidar com o isolamento e a convivência em espaços pequenos.
O primeiro teste de Sian foi no projeto HI-SEAS, no Havaí, onde um grupo de seis pessoas ficou confinado por quatro meses em uma base próxima a um vulcão, com solo semelhante ao marciano. Eles usavam trajes espaciais para fazer análises externas e controlavam à distância um rover no Canadá.
Essas simulações também ensinam a otimizar o uso de alimentos desidratados para reduzir peso e custos de transporte, além de preparar os participantes para os desafios psicológicos do isolamento.
Atualmente, um novo grupo de quatro cientistas iniciou uma missão de um ano dentro do Mars Duna Alpha, uma casa impressa em 3D no Johnson Space Center, em Houston. O objetivo é monitorar a saúde dos voluntários e testar a sobrevivência humana em ambiente semelhante ao de Marte.
Para que essas viagens sejam possíveis, o avanço de foguetes potentes como a Starship, da SpaceX, e a New Glenn, da Blue Origin, é fundamental. A combinação de tecnologia e pesquisa em simuladores deve abrir caminho para turismo espacial e futuras colônias fora da Terra.
