A China anunciou um plano ambicioso para a educação dos idosos: até 2025, cada município do país terá pelo menos uma universidade voltada para pessoas com mais de 60 anos. Atualmente, são 267 milhões de chineses nessa faixa etária, número que deve subir para 400 milhões em 2035, representando 30% da população.

Essa nova rede de ensino será integrada à Universidade Aberta da China, que já conta com mais de 3.700 centros em áreas urbanas e rurais. Os cursos vão incluir desde línguas estrangeiras, informática, música, fotografia, dança, pintura até culinária.

O projeto busca não só manter a mente ativa, mas também ajudar os idosos a adquirirem habilidades úteis para quem deseja continuar no mercado de trabalho. Além disso, a iniciativa fortalece as conexões sociais, combatendo o isolamento e a solidão.

Outro foco importante é o ensino digital, para que os idosos possam navegar com segurança na internet e evitar golpes online. Atualmente, existem 76 mil universidades para terceira idade no país, com 14 milhões de alunos, o que representa apenas 5% dos idosos recebendo educação continuada.

Especialistas destacam que cuidar do envelhecimento não deve se limitar a aposentadorias e saúde, mas incluir também o acesso à cultura e aprendizado constante, garantindo mais qualidade de vida para os idosos chineses.

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