O Salão do Automóvel de Pequim é gigante: a área dos pavilhões é quase seis vezes maior que a do Salão de São Paulo, com 380 mil metros quadrados. No evento, foram expostos 1.451 veículos, incluindo 181 lançamentos e 71 carros-conceito, para cerca de 890 mil visitantes.

Uma das cenas mais comuns nos estandes era a transmissão ao vivo feita por dezenas de pessoas. Com tripés e celulares, os apresentadores mostravam os carros e interagiam com o público, muitas vezes com o objetivo de vender os veículos na hora, oferecendo cupons e comissões.

Essas lives aconteciam pelas redes sociais chinesas, como Weibo e WeChat, que não são bloqueadas. Já para estrangeiros, o acesso à internet é complicado por causa do Grande Firewall da China. Plataformas populares como Facebook, Instagram, WhatsApp e YouTube ficam inacessíveis, e o uso de VPNs deixa a conexão lenta e instável.

Essa limitação dificultou o envio de vídeos, fotos e textos para a imprensa estrangeira, que enfrentou atrasos e dificuldades para se locomover e se comunicar dentro do evento, já que o atendimento não falava inglês e dependia de tradutores digitais para interações básicas.

Robôs também estavam presentes, mas de forma discreta. Fora dos pavilhões, entregas e limpeza eram feitas por robôs simples, enquanto dentro dos estandes poucas marcas mostravam robôs, como a Chery, que expôs modelos humanoides e em formato de cão à venda no mercado chinês.

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