Um programador americano criou um sistema que monitora os movimentos de jatos privados para detectar possíveis sinais de crise entre as elites globais. A ideia é que, em situações graves como guerras ou desastres, os mais ricos receberiam informações privilegiadas e viajariam juntos para se proteger.
O rastreador funciona captando sinais de rádio que mostram a localização e o trajeto de cerca de 11 mil jatos particulares no mundo. Ele compara o número de aeronaves no ar com dados históricos para identificar picos fora do comum. Quando há um aumento muito grande, o sistema dispara alertas para os inscritos.
A inspiração para o projeto veio de uma ameaça nuclear feita pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã. O criador, Kyle McDonald, percebeu que quem tem acesso a informações importantes pode agir antes da maioria da população. Ele testou o sistema e viu que o maior pico de voos aconteceu no dia em que o Irã atacou alvos americanos e israelenses.
Apesar de o sistema não ser uma ferramenta científica para prever desastres, ele evidencia como os ricos se movimentam diante de incertezas. O projeto mistura tecnologia, arte e vigilância, já que McDonald usa inteligência artificial para desenvolver o código e oferece alertas gratuitos ou pagos.
McDonald já trabalhou em outros projetos que monitoram o uso de helicópteros policiais e identificam agentes de segurança por reconhecimento facial. Ele acredita que a vigilância deve servir para fiscalizar o poder, e não os cidadãos comuns.
Especialistas apontam que o rastreador reflete o medo dos bilionários de um colapso social, tema explorado em livros que mostram como eles se preparam com bunkers e refúgios. O sistema é, assim, um termômetro da ansiedade das elites em tempos instáveis.
