O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, enfrenta uma grave crise estrutural e financeira, segundo seu novo presidente, Christophe Leribault. Ele afirmou que as instalações estão no limite e precisam de grandes investimentos para reforma e modernização.

O alerta vem após o roubo de joias da Coroa em outubro do ano passado, que expôs falhas sérias na segurança do museu parisiense, que recebe cerca de nove milhões de visitantes por ano. Leribault destacou que as infraestruturas estão desgastadas e que o museu vive uma encruzilhada, com urgências acumuladas e dificuldades para captar recursos.

Um grande projeto de renovação foi anunciado para 2025 pelo presidente francês Emmanuel Macron. A reforma inclui a criação de uma nova entrada e uma sala subterrânea para abrigar a Mona Lisa. O custo estimado para essas obras é de 660 milhões de euros (cerca de R$ 3,9 bilhões), parte de um orçamento total de aproximadamente 1 bilhão de euros (R$ 5,9 bilhões).

Segundo Leribault, metade desse valor virá do mecenato, incluindo a exploração da marca Louvre em Abu Dhabi, e o restante dependerá de doações de empresas e pessoas físicas nos próximos meses. Ele também anunciou que, a partir de janeiro de 2027, o museu terá um novo sistema de vigilância por vídeo para reforçar a segurança do perímetro.

O presidente admitiu que o trauma do roubo ainda é forte entre a equipe e que algumas câmeras extras já foram instaladas em pontos críticos, mas reforçou que a estrutura técnica precisa ser ampliada para suportar a nova rede de monitoramento.

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