Uma juíza federal dos Estados Unidos negou o pedido da Meta para encerrar uma ação movida por procuradores-gerais de 29 estados. A empresa é acusada de desenvolver o Facebook e o Instagram para criar dependência em crianças e adolescentes, além de esconder os danos provocados.
A decisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers, divulgada em 29 de junho, confirma que a Meta não cumpriu a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). Segundo a magistrada, a empresa falhou em notificar os pais e obter consentimento para o uso das plataformas por menores.
Em resposta, a Meta afirmou discordar das acusações e garantiu que provas mostrarão seu compromisso com o público jovem. A empresa também argumenta que a ideia de “vício em redes sociais” não é reconhecida como condição médica e que seus serviços não são direcionados especificamente a crianças menores de 13 anos.
O processo examina se Facebook, Instagram e outras redes, como Google, YouTube, Snapchat e TikTok, foram projetadas para gerar dependência em jovens. Pesquisas citadas pelos estados indicam que o uso dessas plataformas pode causar problemas como depressão, ansiedade e até comportamentos autodestrutivos.
A juíza destacou que há controvérsias sobre o potencial viciante das plataformas e se a Meta negou isso de forma falsa. O julgamento está marcado para 18 de agosto e pode definir o futuro das redes sociais nos EUA.
