O conselho administrativo da Uber enfrenta uma ação judicial movida por acionistas que apontam negligência da empresa em lidar com denúncias de assédio e agressão sexual cometidas por motoristas. A queixa foi protocolada nesta segunda-feira (22) no tribunal federal de San Francisco, nos EUA.
Os investidores, liderados por um fundo de pensão de Detroit, afirmam que os diretores ignoraram vários alertas internos e externos sobre a má gestão dos casos de abuso. Segundo eles, essa falha permitiu o acúmulo de milhares de processos judiciais contra a empresa.
A ação também destaca problemas na prestação de serviços para passageiros com deficiência, incluindo dificuldades para esses usuários e seus animais de assistência. Além disso, a Uber é acusada de práticas enganosas em cobranças e cancelamentos.
O CEO Dara Khosrowshahi está entre os réus, acusado pelos acionistas de manter uma postura econômica na conformidade com normas, mesmo diante de problemas recorrentes. Atualmente, a Uber responde a mais de 3.500 processos relacionados a condutas sexuais impróprias de motoristas.
Os acionistas ainda ressaltam que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa prioriza a segurança. Recentemente, Uber e Lyft entraram com ação contra uma nova lei em Nova York que dificulta a remoção de motoristas considerados perigosos.
As ações da Uber caíram mais de 25% desde setembro do ano passado, refletindo a pressão sobre a empresa diante dessas controvérsias.
