A União Europeia começou a cobrar uma taxa fixa de 3 euros (cerca de R$ 18) sobre importações via comércio eletrônico de baixo valor. A medida, que entra em vigor nesta quarta-feira (1º), mira plataformas como Shein, Temu e AliExpress, que dominaram o mercado europeu com produtos muito baratos, principalmente vindos da China.

Até então, pacotes com valor abaixo de 150 euros entravam no bloco sem impostos. Com o crescimento explosivo dessas importações, que devem saltar de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025, a UE decidiu acabar com essa isenção para evitar concorrência desleal contra empresas locais.

A taxa será cobrada por tipo de produto dentro do pacote. Por exemplo, uma encomenda com três tipos diferentes de itens pagará 9 euros no total, enquanto um pacote com vários produtos iguais pagará 3 euros. A cobrança valerá até julho de 2028, quando uma nova autoridade aduaneira assumirá o controle e aplicará tarifas normais conforme o produto.

Além de equilibrar a disputa com fabricantes europeus, a UE quer reduzir o impacto financeiro sobre as alfândegas e evitar riscos à segurança causados por mercadorias não fiscalizadas. Inspeções recentes mostraram que mais de 60% dos itens importados, como brinquedos e cosméticos, não cumprem as regras locais.

Embora a taxa seja paga pelo importador, há risco de repasse para os consumidores. Para driblar a regra, empresas podem tentar usar rotas alternativas ou montar centros de distribuição dentro da Europa. A Shein já ampliou seus depósitos na Polônia para facilitar esse processo.

AliExpress informou que mostrará preços com impostos incluídos nas páginas, e a Amazon garantiu que a maioria das entregas ocorre a partir de seus armazéns europeus. Shein e Temu ainda não comentaram a mudança.

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