Nem todos os órgãos do corpo envelhecem na mesma velocidade. Enquanto alguns, como os ovários, já mostram sinais de desgaste na casa dos 30 anos, outros, como o cérebro, envelhecem mais devagar. Essa diferença impacta diretamente a saúde e o funcionamento do organismo.
Pesquisadores usam relógios biológicos para medir como o DNA vai mudando com o tempo. Um exemplo é o relógio criado pelo cientista Steve Horvath, que identifica se a idade biológica está avançando mais rápido que a idade real.
Outro estudo, liderado pelo neurocientista Andrew Zalesky, mostrou que o envelhecimento de um órgão pode acelerar o desgaste de outros. A perda da função pulmonar, por exemplo, prejudica o coração, que por sua vez afeta o cérebro. Cada ano a mais na idade biológica do coração adiciona quase um mês extra de envelhecimento cerebral.
Para entender melhor esses processos, cientistas estão estudando a mosca-da-fruta, que compartilha muitos genes com os humanos. Um atlas com 163 tipos de células dessa mosca revelou padrões variados de envelhecimento: células do cérebro envelhecem lento, já as dos músculos e fígado se desgastam rápido.
O objetivo é identificar quais órgãos se deterioram primeiro para desenvolver tratamentos que freiem esses danos e aumentem a qualidade de vida.
