Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) está usando redes wi-fi para monitorar a saúde de pacientes em tempo real, sem a necessidade de dispositivos presos ao corpo. A tecnologia aproveita a inteligência artificial para captar sinais vitais como batimentos cardíacos, frequência respiratória e até detectar quedas.
O sistema funciona com o auxílio da tecnologia CSI (Channel State Information), que processa os dados coletados pela rede wi-fi e cria um perfil individual armazenado na nuvem. Assim, profissionais de saúde podem acompanhar mudanças no estado do paciente pelo celular ou notebook.
Até agora, cerca de 130 voluntários participaram do estudo, realizando movimentos como caminhar, sentar e deitar, para ajudar a calibrar o sistema. O grupo precisa de mais 170 pessoas para continuar a pesquisa, que é feita no Rio de Janeiro.
Segundo a professora Débora Muchaluat Saade, uma das coordenadoras do projeto, essa tecnologia pode substituir equipamentos tradicionais para diagnóstico, como os usados na apneia do sono, eliminando fios e sensores desconfortáveis.
Além do monitoramento da respiração, o time da UFF também compara a precisão da medição dos batimentos cardíacos via wi-fi com a de smartwatches. A pesquisa faz parte da rede e-Health Rio, que recebe apoio da Faperj e do CNPq desde 2019.
