O Supremo Tribunal Federal confirmou a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da 3ª fase da Operação Compliance Zero. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (13) pela Segunda Turma do STF, que formou maioria para manter as medidas contra Vorcaro.

O ministro André Mendonça, relator do caso, foi o primeiro a votar e classificou Vorcaro como integrante de uma “perigosa organização criminosa armada”. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O voto de Gilmar Mendes ainda não foi registrado.

Além de Vorcaro, seguem presos Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro, e Marilson Roseno da Silva. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após tentar tirar a própria vida logo após a prisão, segundo a Polícia Federal.

O ministro Mendonça destacou que as mensagens que motivaram a nova fase da operação foram obtidas do primeiro celular apreendido de Vorcaro, em novembro. Ainda há outros oito aparelhos para serem analisados, o que reforça a necessidade da manutenção da prisão.

Mendonça também negou que o grupo de WhatsApp chamado “A Turma” seja apenas um grupo comum, apontando troca de mensagens que indicam a inclusão de um policial federal entre integrantes ligados a milicianos, além de ações para intimidar a polícia.

Desde 4 de março, Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, onde passou por adaptação e teve a barba e os cabelos cortados. A prisão foi decretada por risco ao andamento das investigações e indícios de que o grupo continua atuando para ocultar recursos e influenciar agentes públicos.

O ministro Mendonça também determinou o afastamento de dois diretores do Banco Central suspeitos de receber propina e atuar como consultores do banqueiro.

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