Eduardo Bolsonaro voltou a destacar o Zelle, sistema de pagamentos americano, como alternativa para negociações entre Brasil e Estados Unidos. Ele chamou o Zelle de “Pix americano” e afirmou que o Brasil pode usar esse argumento para sentar à mesa com os americanos.

O ex-deputado fez a declaração em meio a críticas do governo Trump ao Pix, sistema brasileiro criado pelo Banco Central e alvo de uma investigação comercial dos EUA. O governo americano acusa o Pix de prejudicar empresas americanas e de ter um conflito de interesses por ser operado pelo Banco Central.

Enquanto o Pix é público e obrigatório para bancos brasileiros com mais de 500 mil contas, o Zelle é um serviço privado gerido por grandes bancos dos EUA e funciona em mais de 2.400 aplicativos bancários. O Zelle tem 151 milhões de usuários e movimentou US$ 1 trilhão em 2024, enquanto o Pix, com 170 milhões de usuários, movimentou R$ 35,4 trilhões em 2025.

Políticos brasileiros reagiram à proposta de Eduardo. Deputados do PT acusam a família Bolsonaro de querer entregar o Pix aos americanos. A Federação Brasileira de Bancos defende o Pix, afirmando que ele é uma infraestrutura aberta que estimula a competição no mercado financeiro nacional.

O embate entre Brasil e EUA sobre o Pix está ligado a questões de soberania e controle das infraestruturas financeiras. Especialistas apontam que o sistema brasileiro reduz a dependência de redes estrangeiras e fortalece o domínio nacional sobre dados financeiros.

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