O Rio de Janeiro é a primeira cidade do Brasil a entregar o medicamento Ozempic pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na última quarta-feira (18), o prefeito Eduardo Paes aplicou a primeira dose da chamada “caneta emagrecedora” em uma paciente, marcando um avanço no tratamento da obesidade no país.

Essa ação acontece pouco antes da patente da semaglutida, substância presente no Ozempic e em medicamentos como o Wegovy, expirar no Brasil, liberando outras empresas para produzir versões similares. A expectativa é que isso possa reduzir preços no futuro, apesar dos desafios regulatórios e industriais que devem atrasar essa queda.

Apesar do pedido do prefeito para que o governo federal amplie o acesso ao remédio em toda a rede pública, o presidente Lula destacou que o medicamento deve ser usado apenas por quem realmente precisa, enfatizando a importância da atividade física como complemento ao tratamento.

Especialistas ressaltam que a obesidade é uma doença complexa e que o tratamento com esses medicamentos representa um avanço, já que medidas tradicionais como dieta e exercícios são insuficientes para muitos pacientes. O custo elevado, em torno de R$ 1.400 por mês, ainda limita o acesso de grande parte da população.

Além dos efeitos na saúde, o uso das canetas emagrecedoras tem provocado mudanças nos hábitos de consumo, com queda no interesse por alimentos industrializados e bebidas alcoólicas, e impacto em setores como moda, beleza e até transporte aéreo, onde a redução do peso dos passageiros pode gerar economia de combustível.

Por outro lado, cresce a preocupação com o uso indiscriminado desses medicamentos para fins estéticos, o que pode prejudicar quem realmente necessita do tratamento. As autoridades intensificam a fiscalização para combater o mercado ilegal e o uso sem prescrição médica.

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