A Amazon lançou a Amazon Clinic, um serviço de consultas médicas online que cobra US$ 30 por atendimento. Mas para usar a plataforma, o paciente precisa aceitar um termo que permite à empresa usar seus dados de saúde sem restrições.

Nos Estados Unidos, a lei HIPAA protege as informações médicas, limitando o compartilhamento dos dados. Porém, quem aceita os termos da Amazon Clinic abre mão dessas garantias, liberando a empresa para usar as informações como quiser.

Além dos dados pessoais, o serviço pede fotos que detalham o problema de saúde do paciente. Essas informações podem ser vendidas para terceiros, usadas para direcionar anúncios ou para criar modelos de inteligência artificial que preveem riscos de doenças, tudo sem controle do usuário.

Apesar das críticas, a Amazon afirma que não vende dados e não usa informações dos clientes sem consentimento. Mas especialistas alertam que o modelo pode abrir brechas para exploração dos dados pessoais.

O avanço da inteligência artificial e a entrada das gigantes de tecnologia na saúde levantam dúvidas sobre a real proteção da privacidade dos pacientes, principalmente diante da facilidade de acesso e baixo custo desses serviços.

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